Gestão das águas subterrâneas é debatida no 10º Encontro de Integração da Bacia do Rio Doce

26/10/2026

A gestão das águas subterrâneas foi um dos temas em destaque no 10º Encontro de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, realizado entre os dias 7 e 9 de julho, no Instituto Terra, em Aimorés (MG).

O assunto integrou a programação técnica do evento, que reuniu representantes dos Comitês de Bacia, órgãos gestores e instituições parceiras para discutir desafios e experiências relacionados à gestão dos recursos hídricos.

Durante a programação, especialistas abordaram aspectos práticos da gestão das águas subterrâneas e compartilharam experiências relacionadas à elaboração e implementação de planos de monitoramento qualitativo e quantitativo. As apresentações ressaltaram a importância da produção e sistematização de dados técnicos para ampliar o conhecimento sobre os aquíferos e subsidiar decisões voltadas ao uso sustentável dos recursos hídricos.

O monitoramento quali-quantitativo é uma ferramenta essencial nesse processo, pois permite acompanhar tanto a disponibilidade das águas subterrâneas quanto suas condições de qualidade. Essas informações contribuem para compreender o comportamento dos aquíferos, identificar possíveis alterações ao longo do tempo e orientar ações de planejamento, conservação e gestão.

As discussões também reforçaram a necessidade de considerar a relação entre as águas superficiais e subterrâneas, reconhecendo a importância de uma abordagem integrada para compreender a dinâmica dos recursos hídricos e os desafios associados à sua disponibilidade e utilização.

Para o presidente do CBH Piracicaba, José Augusto Costa Gonçalves, ampliar o conhecimento sobre as águas subterrâneas é fundamental para fortalecer a segurança hídrica e aprimorar os instrumentos de gestão.

“As águas subterrâneas têm um papel fundamental na segurança hídrica e precisam estar cada vez mais presentes nas discussões sobre o planejamento e a gestão dos recursos hídricos. Conhecer melhor esses mananciais, compreender sua relação com as águas superficiais e ampliar o acompanhamento sobre seus usos são passos importantes para que possamos tomar decisões mais eficientes e responsáveis dentro das bacias”, destacou.

A troca de experiências proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer diferentes estratégias de monitoramento, compartilhar conhecimentos e refletir sobre os desafios relacionados à obtenção e à utilização de informações técnicas sobre as águas subterrâneas.

Ao trazer o tema para o centro das discussões, o 10º Encontro de Integração reforçou a importância do monitoramento e da produção de conhecimento como instrumentos fundamentais para o fortalecimento da gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos na Bacia do Rio Doce.

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