Colatina é contemplada com Programa de Convivência com as Cheias (P31)

04/09/2017

O município de Colatina contará, a partir de agora, com novos instrumentos de auxílio na construção de estratégias para monitoramento, enfrentamento e prevenção de cheias. Representantes da administração municipal receberão, na próxima terça-feira, 5 de setembro, às 08h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina, Marilândia e São Domingos Norte, produtos, como imagens de satélite de alta resolução, financiados pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH Doce), por meio do Programa de Convivência com as Cheias (P31). O programa, desenvolvido com recursos da cobrança pelo uso da água, tem o objetivo de ajudar no monitoramento de enchentes, através de dados hidrométricos das estações fluviométricas e pluviométricas; registros da defesa civil; e acompanhamento da ocupação de áreas de risco por imagens de satélite. Na primeira etapa, 26 municípios da Bacia do Rio Doce foram contemplados, em um investimento superior a R$ 500 mil.

Além dos produtos adquiridos serem importantes para os próximos passos do P31, eles podem oferecer outros usos para os municípios, como possibilitar o monitoramento das expansões urbanas, identificar ocupações em áreas susceptíveis a inundações, mapear ruas, dentre outras finalidades, permitindo auxiliar no planejamento urbano para a provisão de infraestrutura e regulação do uso do espaço.

Entenda o programa

O programa tem foco no alerta contra inundações e redução de perdas humanas e econômicas devido às cheias. Ele prevê, a partir de ações estruturais e não estruturais, o acompanhamento e a previsão de eventos extremos, manutenção e ampliação do atual sistema de alerta para a população, estudos de viabilidade de intervenções estruturais e não estruturais que auxiliem na prevenção e redução dos efeitos das cheias, e ações de apoio à Defesa Civil na mitigação e enfrentamento das cheias.

O P31 apresenta ações em dois eixos: o primeiro engloba atividades destinadas ao aprimoramento do atual sistema de alerta, incluindo todas as iniciativas que possam auxiliar na previsão e antecipação dos eventos críticos, tais como implantação de novos pontos de monitoramento, radares e delimitação das cotas de enchentes. O segundo eixo é voltado para medidas que visam o aumento da infiltração em áreas urbanas; desassoreamento de cursos d’água; desocupação e proibição de ocupação de áreas inundáveis; recomposição da cobertura vegetal e controle da erosão; e, por fim, a educação ambiental. Também serão analisadas as opções e a viabilidade das intervenções estruturais do controle de cheias, tais como barragens e diques de proteção.

 

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