ICMBio inicia projeto de R$ 76,5 milhões para consolidar Unidades de Conservação na Bacia do Rio Doce

13/05/2026

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou a execução de um projeto de R$ 76,5 milhões voltado à consolidação de Unidades de Conservação (UCs) federais na Bacia do Rio Doce, abrangendo o leste de Minas Gerais e o noroeste do Espírito Santo, e na região costeiro-marinha. A iniciativa integra o Novo Acordo do Rio Doce e recebeu, em 2026, o primeiro repasse de R$ 32,3 milhões, feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O projeto tem como foco ampliar a efetividade da gestão ambiental em seis áreas protegidas localizadas nos dois estados: Área de Proteção Ambiental Costa das Algas, Floresta Nacional de Goytacazes, Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Reserva Biológica de Comboios, Reserva Extrativista de Cassurubá e Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz. A proposta é aliar pesquisa científica, extensão e ações de manejo para fortalecer a conservação da biodiversidade a longo prazo. 

Para viabilizar a execução, o ICMBio firmou parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), que atuará no apoio técnico às atividades de monitoramento da biodiversidade e gestão do conhecimento na região. 

As ações previstas incluem desde o fortalecimento da educação ambiental e da relação com comunidades locais até intervenções diretas na proteção de habitats e no controle de espécies invasoras. Também estão previstas a adoção de tecnologias para monitoramento da fauna e da flora, além de melhorias na infraestrutura de visitação, com foco no turismo sustentável. 

Segundo o coordenador-geral de Planejamento e Gestão de Recursos Externos (GPPLAN/DIPLAN) do ICMBio, Luiz Felipe de Luca, o projeto articula diferentes frentes para aumentar a eficiência das políticas de conservação.  

As ações previstas incluem desde o fortalecimento da educação ambiental e da relação com comunidades locais até intervenções diretas na proteção de habitats e no controle de espécies invasoras. Também estão previstas a adoção de tecnologias para monitoramento da fauna e da flora, além de melhorias na infraestrutura de visitação, com foco no turismo sustentável. 

O coordenador-geral destaca ainda que o incentivo à pesquisa e à extensão científica contribui para decisões mais qualificadas na gestão das unidades. “Com isso, as UCs avançam na promoção do uso público sustentável e na proteção da biodiversidade”, indica. 

A iniciativa integra as obrigações previstas no processo de repactuação da Bacia do Rio Doce. Entre os resultados esperados, está a melhoria gradual do Índice de Efetividade de Gestão (SAMGE) das unidades, com impactos diretos na conservação ambiental e no uso sustentável desses territórios. 

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