Há mais de três décadas, uma iniciativa nascida do voluntariado e do compromisso com a conservação ambiental vem contribuindo para fortalecer políticas, projetos e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável em Minas Gerais. Criada em 1991 por ambientalistas do Vale do Aço, a Relictos surgiu com o propósito inicial de apoiar a proteção do Parque Estadual do Rio Doce e ampliar a defesa dos bens naturais da região do Vale do Rio Doce.
A criação da entidade ocorreu em um contexto de preocupação com a manutenção da integridade do parque, que enfrentava desafios relacionados à disponibilidade de recursos financeiros e estrutura operacional. A partir desse cenário, um grupo de idealistas estruturou uma organização voltada à proteção ambiental e à mobilização da sociedade civil em torno da conservação dos recursos naturais.
Ao longo de sua trajetória, a Relictos consolidou uma atuação marcada pela diversidade de iniciativas e pela construção de parcerias institucionais. Entre os projetos desenvolvidos estão ações de recuperação de matas ciliares, programas de educação ambiental, formação de agentes comunitários, capacitação de professores e implantação de práticas de gestão ambiental em diferentes regiões de Minas Gerais e da Bahia.
Um dos marcos dessa caminhada foi o Projeto Escola de Vida, iniciado em 1996 e mantido até 2021, que promoveu processos formativos voltados a educadores dos municípios inseridos na área de influência da Cenibra. Com abordagem inovadora para a época, o projeto integrou dimensões ambientais, sociais, econômicas e educativas, fortalecendo o papel da escola na construção da cidadania e da consciência ambiental.
Para José Ângelo Paganini, membro da Relictos, a história da instituição demonstra que a transformação ambiental passa pelo envolvimento permanente da sociedade.
“Ao longo dessa trajetória, buscamos mostrar que proteger o meio ambiente exige continuidade, participação e construção coletiva. A Relictos nasceu de um ideal
voluntário e conseguiu ampliar sua atuação sem perder sua essência: contribuir para que conservação ambiental e desenvolvimento caminhem juntos”, destaca.
Além dos projetos executados, a Relictos também construiu presença ativa em espaços de participação e formulação de políticas públicas ambientais, com atuação em conselhos, câmaras técnicas e comitês ligados à gestão ambiental e de recursos hídricos, incluindo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.
Em 2020, a organização passou por uma reestruturação institucional, deixando o formato de fundação para dar continuidade ao trabalho como associação civil, mantendo os mesmos objetivos e o compromisso com a defesa do ambiente.
Com uma trajetória construída por meio do trabalho voluntário e da mobilização social, a Relictos segue ampliando seu legado na educação ambiental, na proteção dos recursos naturais e na construção de soluções sustentáveis para as próximas gerações.
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