Comitês do Rio Doce fortalecem diálogo científico no 1º Simpósio Mineiro de Hidrogeomorfologia e Recursos Hídricos

26/10/2026

Os Comitês de Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH Doce), Suaçuí (CBH Suaçuí), Piranga (CBH Piranga) e Manhuaçu (CBH Manhuaçu) marcaram presença no 1º Simpósio Mineiro de Hidrogeomorfologia e Recursos Hídricos, realizado entre os dias 7 e 10 de setembro, no Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1), no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Organizado pelo Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (IGC/UFMG), o evento reuniu pesquisadores, professores, estudantes e profissionais das áreas de geomorfologia fluvial, hidrogeomorfologia, hidrogeografia, hidrologia e gestão de recursos hídricos.

A participação dos comitês reforçou a importância da aproximação entre o conhecimento científico e a gestão participativa das águas. O evento também contou com a presença de estagiários da Escola de Projetos do CBH Doce, que apresentaram trabalhos acadêmicos e tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e conhecimentos com pesquisadores e profissionais de diferentes instituições.

O presidente do CBH Doce, Hernani Santana, participou, ao lado de estudantes da Escola de Projetos, do minicurso “Conflitos pelo uso da água e participação social: decisão técnica ou disputa de poder?”. A atividade proporcionou reflexões sobre os desafios envolvidos na tomada de decisões relacionadas ao uso dos recursos hídricos, destacando o papel dos comitês e a importância da participação social na construção de soluções para os conflitos pelo uso da água.

“A participação dos comitês de bacia em eventos científicos estreita os laços entre a academia e os comitês. É uma via de mão dupla: todos ganham. Os comitês contribuem com sua experiência, seus projetos e seus planejamentos, enquanto a academia contribui com suas pesquisas e conhecimentos. Essa aproximação é muito importante e podemos perceber isso em momentos como este”, destacou Hernani.

O presidente do CBH Piranga também acompanhou as atividades do simpósio e ressaltou a importância da integração entre as instituições de ensino e os organismos responsáveis pela gestão das águas. “Estar presente em um evento como este é uma oportunidade de aproximar os Comitês de Bacia do ambiente acadêmico e fortalecer o diálogo com pesquisadores, professores e estudantes”, afirmou.

Representando o CBH Manhuaçu, o conselheiro Karone Marllus destacou que a participação no evento contribuiu para ampliar o diálogo e compartilhar experiências relacionadas à realidade das bacias hidrográficas. “Essa troca de conhecimentos é fundamental para aprimorarmos a gestão dos recursos hídricos e, ao mesmo tempo, levarmos para a academia as experiências, os desafios e as demandas que vivenciamos diariamente nos territórios das nossas bacias”, ressaltou.

Escola de Projetos amplia oportunidades de aprendizado e troca de experiências

A participação dos estagiários da Escola de Projetos do CBH Doce foi outro destaque do simpósio. Acompanhados pelo técnico Vítor Feitoza, os estudantes tiveram a oportunidade de apresentar trabalhos, participar de atividades formativas e ampliar o contato com profissionais e pesquisadores que atuam na área de recursos hídricos.

“Conseguimos levar oito dos nossos 16 estagiários vinculados à UFVJM, Univale e Unifei, graças ao apoio dos Comitês da Bacia do Rio Doce. Considero-me honrado por ser responsável por eles e contribuir para sua capacitação junto aos demais técnicos. Dessa forma, ajudamos a formar mão de obra técnica para a Bacia. Foi um momento único de aprendizado e networking com diversas instituições que atuam nas áreas de geomorfologia e recursos hídricos”, afirmou Vítor.

Para a estagiária Rayane Ramos, a experiência no minicurso permitiu compreender, de maneira prática e interativa, o funcionamento dos Comitês de Bacia Hidrográfica e a complexidade dos processos de negociação e tomada de decisão diante dos conflitos pelo uso da água.

“Por meio do minicurso, os participantes puderam vivenciar, a partir de um cenário fictício, uma plenária de um Comitê de Bacia Hidrográfica. A partir dessa simulação, foi apresentada a atuação do CBH, sua composição e, sobretudo, a complexidade que envolve um conflito pelo uso da água. Agradeço à AGEDOCE pela orientação na construção do minicurso e pelo acompanhamento durante o evento, que contribuiu para um novo olhar sobre os campos de estudo e as frentes de atuação na área de recursos hídricos”, destacou Rayane.

A presença dos Comitês do Rio Doce no simpósio evidencia a importância da integração entre instituições acadêmicas e organismos de gestão das águas, fortalecendo a troca de conhecimentos, a formação de novos profissionais e a construção de soluções para os desafios enfrentados pelas bacias hidrográficas. A iniciativa também reforça o compromisso dos comitês com a valorização da pesquisa científica e o aprimoramento contínuo da gestão participativa e sustentável dos recursos hídricos.

 

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